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Os cursos estão acontecendo aos sábados das 9h às 12h, com 3h de carga horária no certificado. As inscrições são realizadas através da plataforma Sympla e os cursos online estão no valor de R$55 para inscrições padrão ou R$45 para alunos do CBM e associados ao FLADEM. O próximo curso será no sábado, dia 5 de dezembro, com Malena Hermann (Argentina) e a inscrição em nossa página na Sympla: https://www.sympla.com.br/poscbmfladem
DEZEMBRO
05 Malena Hermann (Argentina) Construir à distância: a construção no ensino instrumental e da linguagem musical apesar da virtualidade
12 Dalmo Mota e Millecco (CBM/FLADEM) Experiências com aulas remotas de música
19 Encerramento das atividades 2020
(9h às 12h) Teca Alencar de Brito (USP). Um jogo chamado música: Escuta, Experiência, Criação, Educação
(14h às 17h) Grupo Negô (UFRJ) Funk Carioca, Experiência Midiática, Juventude Negra e as produções da/na Contemporaneidade.
JANEIRO
09 Lucio Sanfilippo (ProPEd, UERJ)
16 Radio Butiá (Uruguai/Brasil)
23 Clarice Magalhães (PROEMUS/UNIRIO)
30 Samuel Lima (ProPEd – UERJ
FEVEREIRO
6 Eugenio Tadeu (Serelepe Eba UFMG)
13 Lili Romero (Peru)
20 Carmen Méndez (Costa Rica)
27 María Olga Piñeros (Colômbia)
MARÇO
6 Pati Bley de Oliveira (The British School, RJ)
13 Regina Marcia (UNIRIO)
20 Max Barulho (São Paulo)
27 Pedro Consorte (Retiro da Música do Círculo)
ABRIL
10 Mauricio Maas (Barbatuques)
17 Thais Bezerra (PROEMUS/UNIRIO)
24 Iramar Rodrigues (Institut Jaques-Dalcroze, Genebra)
MAIO
08 Lucas Ciavatta (O Passo)
22 Teresa Taquechel (Angel Vianna Escola e Faculdade de Dança)
29 Gloria Valencia (Colômbia)
JUNHO
05 Flora Popovic e Angelo Mundy (Histórias de Brincar, SP)
12 Bebel Nicioli (Brincadeiras Musicais, RJ)
19 Alejandro De Vincenzi (Argentina)
26 Behomar Rojas (Venezuela)
Descrição dos cursos
DEZEMBRO
05 Malena Hermann (Argentina) Construir à distância: a construção no ensino instrumental e da linguagem musical apesar da virtualidade
Reflexões sobre este conceito e revisão das próprias experiências pessoais como forma de promover uma mudança nos modelos internos que nos permite escolher livremente e não repetir inevitavelmente as nossas próprias experiências. Posso construir música a partir da palavra? Se temos consciência da estrutura de uma peça (melódica, rítmica e harmônica) podemos orientar perfeitamente sua construção, seja com a voz, ou com o instrumento. Para isso é necessário ter uma concepção integrada em que ação, percepção e intelecto trabalhem juntos e cada aspecto contenha os outros. O que está escrito tem uma representação interna sonora (eu sei como soa), visual (posso imaginar como tocá-lo no instrumento) e intelectual (entendo sua estrutura). A percepção do som exige a compreensão intelectual, a escrita correspondente e a sua execução. A execução contém todos os outros aspectos. Interpreto entendendo o que soa, entendendo sua construção musical e sua tradução para o instrumento, posso imaginar sua escrita. Com base nas necessidades que surgem no momento sobre essas questões, construiremos na música e nas palavras. As experiências modificam nossos pensamentos; refletir nos permite uma experiência diferente.
Malena Hermann fez seus estudos básicos e superiores de piano com Violeta de Gainza com quem também estudou pedagogia e percepção auditiva de 1965 até 1982 de forma ininterrupta. Aluna de Gerda Alexander (1971 a 1974) no curso A eutonia e sua aplicação na técnica pianística. Fez curso de Psicanálise na APDEBA (Asociación Psicoanalítica de Buenos Aires). Professora da Escuela de Música Popular de Avellaneda nas disciplinas: Piano Harmônico; Prática docente (didática e prática docente instrumental e linguagem musical). Professora particular de piano para crianças, adolescentes e adultos. Graças à sua formação em psicanálise, atende também crianças autistas e com dificuldades de crescimento ou motoras que desejam aprender a tocar piano, construindo com cada uma o processo que é possível e satisfatório, para que possam adquirir as ferramentas necessárias ao instrumento. tornar-se um bom veículo expressivo. É associada ao FLADEM desde 1996. O canto coral está incluído em sua experiência musical. Desde pequena participou de corais infanto-juvenis e na idade adulta integrou um coro dedicado à música coral sinfônico barroca durante 30 anos.
12 Dalmo Mota e Millecco (CBM). Experiências com aulas remotas de música
Dalmo – Vídeos para aulas remotas para educação musical, o educador como produtor de conteúdo em vídeo (técnica, processo e conceito)
Luís- Experiência na produção de vídeos (técnica e conceito) e as atividades nas aulas on-line para a educação infantil.
Dalmo Mota Especialista em educação musical e licenciado em música pelo Conservatório Brasileiro de Música. Professor de Educação musical do município (SME-RJ) e Gente Miúda Educação Infantil, arte-educador no Instituto de Artes TEAR, onde foi diretor musical da Cia Cirandeira. Foi professor e coordenador no Conservatório Brasileiro de Música – Filial Tijuca, professor de educação musical no Colégio Pedro II e na Creche Jardim Botânico. Ministrou diversas oficinas de música para educadores, responsáveis e crianças pela PCRJ/SME. Foi diretor de comunicação do Sindicato dos Músicos do RJ e coordenador musical do Centro Cultural Arte Sumária. Instrumentista, compositor e arranjador. Lançou seu primeiro CD em 1999, tendo atuado ao lado de nomes como Nivaldo Ornelas, Paulinho Trompete e Carlos Malta.
Luiz Claudio Millecco Músico e professor de música Especialista formado pela Pós-Graduação Lato Sensu – Especialização Internacional em Educação Musical do Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário, em parceria com o Foro Latinoamericano de Educación Musical (FLADEM/Fladem Brasil), além de lecionar aulas particulares de violão e ukulele. Associado ao FLADEM desde 2013, tendo participado de 34 cursos até 2020, acumulando um total de 590 horas. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Música. Nasceu na Tijuca, onde estreou nos palcos no final dos anos 80. Cursou as escolas de música Antonio Adolfo e Ian Guest onde estudou violão com o maestro Luiz Otávio Braga. Gravou seu primeiro disco Tempos, 12 músicas inéditas da mais genuína música brasileira. Como profissional, Millecco, como é conhecido, é extremamente comprometido, pontual e busca sempre deixar sua paixão pela música e pela educação impressa por onde passa.
19 Encerramento das atividades 2020
(9h às 12h) Teca Alencar de Brito (USP). Um jogo chamado música: Escuta, Experiência, Criação, Educação
(14h às 17h) Grupo Negô (UFRJ) Funk Carioca, Experiência Midiática, Juventude Negra e as produções da/na Contemporaneidade. Este evento do Grupo Negô é gratuito, e aberto a todos os interessados
Teca Alencar de Brito (USP). Um jogo chamado música: Escuta, Experiência, Criação, Educação
Tendo como fundamento primordial o livro intitulado UM JOGO CHAMADO MÚSICA: Escuta, Experiência, Criação, Educação, refletiremos acerca da presença da música no viver, enfatizando sua presença nos territórios da Educação. Por meio da escuta e da visualização de algumas propostas poderemos refletir, analisar e, assim, disparar possibilidades para o desenvolvimento de propostas sonoro-musicais diversas nos territórios da Educação Musical.
Teca Alencar de Brito. Doutora e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC- SP, Bacharel em Piano e Licenciada em Educação Artística com Habilitação em Música, é professora e pesquisadora aposentada do Departamento de Música da ECA/USP. Criou, há trinta e cinco anos, a TECA OFICINA DE MÚSICA, em São Paulo-SP, Brasil. Estudou e conviveu, ao longo de mais de vinte anos, com o compositor e educador musical Hans-Joachim Koellreutter (1915-2005). É autora de vários livros e produziu nove CDs documentando o trabalho desenvolvido na Teca Oficina de Música. Foi vice-presidente do FLADEM (Fórum Latino-americano de Educação Musical) e atualmente faz parte do Comitê Acadêmico.
Grupo Negô (UFRJ). Funk Carioca, Experiência Midiática, Juventude Negra e as produções da/na Contemporaneidade
A juventude negra brasileira tem se articulado em espaços civilizatórios, retomando o exercício quilombista como potencialidade ancestral e ontológica contra a pedagogia da crueldade e racista por parte das políticas de extermínio do Estado. Um desses espaços é a WEB. Local que a juventude negra, que amplifica a diversidade sonora da quebrada em ato de construção e reconstrução de memórias individuais e coletivas, para o combate ao racismo, ao machismo e à LGBTI+fobia e ao capacitismo. A proposição desse curso tem foco de debate nas produções sonoras com foco no funk carioca, em especial o 150 BPM. O funk carioca 150BPM é uma inflexão sonora e uma transgressão acústica produzida por pessoas negras e aponta reais questões, demandas e perspectivas urgente a essa parcela da sociedade estigmatizada pela necropolítica estatal e a juventude negra carioca se utiliza dele como potência, dado a uma experiência estética, sonora e corpórea. A midiatização do funk carioca 150 BPM no mundo midiatizado é percurso dialógico enquanto práxis sonora e de resistência identitária da juventude em meio aos dias de destruição que temos vivido. Objetivamos com esse curso, tecer análises acústicas, a partir das experiências das pessoas participantes da ação por meio de uma curadoria de música produzidas por essa juventude que tem apontado e articulado perspectivas na/para a contemporaneidade em busca de mudança. Por meio de ação expositiva sonora/visual e dialógica, com os/as participantes discutiremos e articularemos as ideias entorno das nuances do funk carioca 150 BPM, da etnomusicologia enquanto área de conhecimento e de pesquisa que esse grupo produz, da juventude negra LGBTQIA+ como potencialidade e da midiatização, como instrumento de articulação.
– Funk Carioca: seus percursos e abordagens;- A produção sonora da juventude negra da quebrada;- O Funk Carioca 150 BPM;- Racismo estrutural e a criminalização do Funk;- Midiatização: é som de preto, de favelado, mas quanto toca ninguém fica parado;- Midiatização: circulação da música da periferia como enfrentamento ao racismo;- Juventude Negra LGBTQIA+: a atuação além machismo no Funk Carioca.
Textos para discussão:
PEDRO MENDONÇA; RALPHEN ROCCA; MC MANO TEKO. O funk e a educação: etnomusicologia e pesquisa-ação participativa em contextos diversos. DEBATES | UNIRIO, n. 19, p.191-207, nov., 2017. – Acessar em: http://www.seer.unirio.br/index.php/revistadebates/article/view/7031/6144
HYGINO, Priscilla. Estigma, Funk e Educação Musical: considerações sobre interculturalidade, epistemologias musicais e práticas da educação musical na escola básica. Revista Fladem Brasil, Rio de Janeiro, v. 01, n. 02, p. 83-92, jul. 2020. – Acessar em: https://1871f7dc-da63-457f-a6bf-d6f0da6480fc.filesusr.com/ugd/87e8e0_fc4aa9a630c94a57a47b2c79c4102310.pdf
Um grupo de estudos e pesquisas constituído por pessoas negras praticantes, participantes e pretantes da BATEKOO. Somos pesquisadoras/es associadas/os ao Laboratório de Etnomusicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LABETNO – UFRJ). Estamos construindo desde fevereiro de 2019, a pesquisa de doutorado, com foco na juventude negra LGBTTTQI+ e sua produção estético-sonora em meio urbano. Somos um grupo de 5 sujeitos, que possuem diferentes perspectivas sociais, que, pela demarcação acirrada do racismo, são atravessados por trajetórias necropolíticas (MBEMBE, 2018).
Thamara Collares é mulher preta, moradora da Vila da Penha, no Rio de Janeiro, estudante de pedagogia da UNIRIO e tem 23 anos. É apaixonada por danças que envolvem sua cultura e seus ancestrais. O envolvimento com produção musical está cada vez mais se tornando uma das atividades de sua vida e isso faz crescer o interesse em pesquisar sobre os movimentos que façam parte das identidades da negritude e do reconhecimento/fortalecimento como mulher negra periférica. É pesquisadora do Grupo de Pesquisa Negô.
Danilo Cunha, nascido no Jardim Gramacho, Baixada Fluminense, pertencente à diáspora caixiensse. É Professor de História recém formado pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), deslumbrado com a antropologia urbana, sonora e obcecado por pichações. Preto, pós-graduando em relações étnico raciais no PROPGPEC – Colégio Pedro II. Pesquisador no Grupo de Pesquisas Negô.
Acsa Braga é graduanda em Letras pela UERJ e produtora e criadora de conteúdo criativo na marca QutruaHumppê. Filha mais velha de Professora e Músico negros. A estudante reside na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro/ RJ. Através da marca onde atua, cria, produz e ressignifica a moda, com intuito de fazê-la acessível a quem de fato inspira as grandes marcas: a rua, e por quem nela transita. Sendo um dos “As”, de uma família preta, suburbana, descobriu como ideal de vida o avanço e restituição do povo preto. E tem levado essa vocação em tudo que se propõe a fazer. É pesquisadora no Grupo de Pesquisa Negô.
Leonardo Moraes é filho de Celma Moraes Batista e Carlos Alberto Batista. Mistura de carioca com mineiros. É estudante de música desde moleque. Iniciou seus estudos na igreja que frequentava com sua avó, Maria de Lourdes Diogo Moraes. Lá tocava teclado e se desenvolvendo no instrumento, foi estudar piano. É pianista, professor, pesquisador – PPP: Licenciado em Música (2012) e Especialista em Educação Musical (2014) pelo Conservatório Brasileiro de Música (UNICBM). Mestre em Educação Musical (2015) e Doutorando em Etnomusicologia (2018) e também integrante do Negô, grupo de pesquisa associado ao Laboratório de Etnomusicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Victor Cantuaria, filho de Saraí da Silva Costa e de Humberto Cantuaria da Silva, cariocas de berço, filhos do samba por tradição e meu contato primeiro com música vem dessa expertise. A criança “viada” que nasceu e cresceu frequentando escolas de samba. Hoje, é bacharelando em dança (UFRJ) e CEO de uma produtora de conteúdo, musical e audiovisual (Outro Nível). Bailar, tocar, cantar, experiências estéticas que tenho em minha vivência e que reconfiguram-me a cada contato, pesquiso assim vida, vida preta presente em espaços como uma escola de samba, vide a Batekoo. Sou pesquisador no Grupo de Pesquisa Negô.

